Eduardo Leite

MEDICINA EM GERAL, GASTROENTEROLOGIA,CIRURGIA GERAL,CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO,ENDOSCOPIA DIGESTIVA ALTA,PSICOTERAPIA ANALITICA,FILOSOFIA,MOTOCICLISMO,TEMAS SOCIAIS

Sexta-feira, Julho 17, 2009

MORRER COM DIGNIDADE.

"Morremos como mortais que somos, e vivemos como se fôramos imortais." Sêneca
Padecer de uma doença terminal ou ter uma doença degenerativa na velhice, é muito triste e necessita de uma atenção especial.

Vejo constantemente pacientes em UTIs com câncer em fase terminal ou idosos cujo limite da vida é quase imperceptível, padecerem artificialmente ligados a respiradores, máquina de hemodiálise, sondas enterais para alimentação, cateteres venosos, sonda na bexiga e punções venosas para os mais diversos medicamentos e punções numerosas para retirada de sangue para exames.

Todos sabem que estes pacientes vão morrer no espaço de dois dias a dois meses. Inevitavelmente.

Nada lhes resta senão sofrerem distantes dos seus entes queridos, do seu quarto, da sua janela, sem ouvir os cantos dos pássaros. Sós, quase sós, numa unidade de terapia intensiva, fria, quase gelada, para manter em funcionamento os sofisticados e caríssimos equipamentos.

Os médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, e técnicos de enfermagem, não têm tempo para conversas, para acariciá-los e , principalmente, para fortalecê-los nos momentos mais difíceis da sua vida, a eminência da morte.

As visitas têm que ser rápidas, silenciosas e limitadas a poucos parentes ou amigos. As crianças e os animais ficam de fora. É proibido. O controle é quase total. A solidão, o frio e a dor estão presentes o tempo todo.

O custo para bancar esses absurdos varia de três a seis mil reais por dia. Um paciente terminal (sem chance nenhuma de sobrevivência) que passe em média 14 dias resultará num custo de 42.000,00 a 86.000,00 reais. Não estão aí computados a dor, a solidão e a ignorância. Estes não têm preço em reais.

A Bahia tem um déficit de mais de 1.800 leitos de UTI públicas, resultado do descaso, da corrupção e irresponsabilidade da era ACM, Paulo Souto e Cesar Borges. Em relação à iniciativa privada o déficit, também é considerável.

Em Feira de Santana, cidade onde há o maior entroncamento rodoviário do nordeste, com mais de 600 mil habitantes, beira à indecência, tanto na iniciativa pública como na privada. Há menos de dois anos, pelo sistema público, só tinha 10 leitos de UTI e não contava com neurocirurgia. Um caos absurdo, portanto, irracional e imoral. Na inicitaiva privada, atualmente, conta com apenas 26 leitos.

Se houvesse uma conscientização sobre as indicações indevidas de pacientes terminais em UTIs, esse grave problema seria amenizado.

O que fazer então? A construção de hospitais especializados em pacientes terminais seria de grande valia e traria outros beneficíos.

Nesses hospitais o mais importante seria dar a estes pacientes uma atenção especial, onde a humanização seria o diferencial e profissionais especializados em tanatologia estariam dando treinamento constante à equipe e sendo o elo entre os profissionais, a família e o paciente terminal.

Todo cidadão tem direito à vida com dignidade assim como, de morrer com respeito e dignidade.

Eduardo Leite
mailto:gastroajuda@hotmail.com
www.twitter.com/gastroajuda



Parabéns Dr.Eduardo pelo excelente texto.Sou psicóloga hospitalar e trabalho numa UTI na tentativa de fazê-la mais "humana".
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A medicina com toda a sua tecnologia esqueceu de colocar limites no que diz respeito aos investimentos desnecessários naqueles individuos sem vida biológicamente ativa, fazendo da distanásia a sua prática diária.
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Atuo junto aos familiares, conscientizando que o ciclo da vida "se fecha" e que nessa fase de finitude o mais importante é proporcionar o alivio da dor e sofrimento( com terapias adequadas) e oferecendo amor, carinho e presença .
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Infelizmente a equipe de saúde não ajuda, seja por questões pessoais em relação a terminalidade , seja por ganância e dinheiro.Elas ignoram completamente a prática dos Cuidados paliativos,que proporciona ao individuo qualidade de vida e de morte!Um grande abraço,
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Roberta Cristina.

Sábado, Julho 18, 2009 11:38:00 AM
Resposta.

Olá, Psc.Roberta.
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Obdecento certas regras da edição de um texto, sempre deixamos de acrescentar algumas considerações importantes.Seu comentário, o qual agradeço, muito pertinente e lúcido me lembrou de um fato de suma importância a respeito desses hospiatis ou centros de pacientes terminais e crônico.
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Estes serviços estão cada vez mais comuns nos grandes centros ditos civilizados. Estudos da neurociência e da psicologia têm detectado que muitos desses pacientes depois de um tratamento humanizado e com acompanhamento psicológico passaram a ter uma melhor aceitação da sua doença e que alguns desses pacientes passaram a viver mais em melhores condições e há relatos de desaparecimento total de tumores malignos ditos resistentes aos diversos tratamentos oncológicos desde cirúrgicos, radioterápicos e quimioterápicos.
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Cito um grande centro especializado em pacientes terminais na Califórnia, comandado pelo ex-radioterapeuta Carl Simonton.

Nunca devemos deixar de convocar para a equipe de cura o principal elemento, que é o próprio paciente. Orientanduo-o e dando-lhe ensinamentos de como desenvolver as suas próprias potencialidades de cura, como técnicas de visualização de imagens através da meditação.
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E, com certeza, os psicólogos saõ os profissionais que mais estão preparados para essa grande participação que é conduzir os enfemos ao seu próprio conhecimento interior.Mais uma vez agradeço o seu lúcido e gentil comentário.um forte abraço,

Eduardo Leite.
O processo de cura depende do autoconhecimento do indivíduo a ser curado.

Sábado, Julho 11, 2009

EXIGIR SEUS DIREITOS! DIREITO DE TODOS .

``O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons.´´
Martin Luther King.

Vou relatar dois casos especiais no fim e começo dos meses de junho e julho. Que esses casos sirvam de exemplo para que as pessoas pobres tenham os seus direitos preservados, não passem humilhação, nem venham a morrer por falta de assistência médica pública e muito menos tenham que pedir favores a políticos.

Primeiro caso.

No dia 28 de junho ao chegar para trabalhar, notei sobre a minha mesa, uma notificação do Ministério Público Federal, solicitando informações a respeito de um documento rasurado num dos processos do Ministério Público Federal contra a direção do IHEF, maior prestador privado do SUS em Feira.

Na realidade era a cópia de um recibo para entrega de um exame de tomografia computadorizada, no qual o ano inicialmente fora escrito como 2003 e posteriormente corrigido para 2004, não sei se pela paciente ou pelo recepcionista da própria clínica IHEF, ao notar o evidente equívoco, pois, no mesmo documento há uma autenticação mecânica da própria clínica, referente ao dia e ano (2004) da realização do referido exame.

Questiona o diretor do IHEF, Sr. José Antônio Barbosa, de que tal documento não teria valor, por estar rasurado, ao tempo em que solicitava que o processo contra ele, cursasse em segredo de justiça, ao tempo em que solicitava o arquivamento do mesmo.

Esse documento em questão me foi passado voluntariamente por uma senhora que está questionando a clínica IHEF por cobrança indevida de contraste radiológico, cuja cobrança é proibida por lei. Prática essa que durante muitos anos foi acobertada pela 2ª. DIRES e posteriormente pela prefeitura no governo José Ronaldo.

A preocupação do diretor do IHEF em confundir o processo com alegações infundadas e primárias, além de solicitar segredo de justiça é para que outras pessoas que foram vitimas desses delitos não passem a exigir os seus direitos e que a sua verdadeira máscara seja revelada aos que pensam que se trata de uma pessoa digna. E, isso, fatalmente ocorrerá.

Juntei esses documentos para formular às minhas denúncias junto ao egresso Ministério Público Federal, pois, como testemunha em outro processo, afirmo haver irregularidades no atendimento SUS via Prefeitura de Feira (períodos José Ronaldo de Carvalho) e esse grupo de empresários.

Uma das irregularidades desse grupo era o desvio de medicamentos do Hospital Clériston Andrade para realização de exames na sua clínica. Conduta essa, a qual o senhor José Antônio Barbosa está respondendo junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Desvio esse, denunciado por mim quando diretor do referido hospital.

A justiça no nosso país é lenta, mas se faz. Está de parabéns essa senhora que reivindica por seus direitos e mais ainda o Ministério Público Federal por apurar essas e outras irregularidades contra os direitos do cidadão.

Segundo caso.

Precisamente no dia 1, pela manhã entra o último paciente cuja posição antálgica e um fácies de sofrimento me fez pensar logo tratar-se de um caso de apendicite com peritonite .

E, era, esse jovem, 30 anos, vinha depois de peregrinar por mais de quatro dias, da sua cidade, Riachão de Jacuípe, Feira e Salvador.

Não foi operado na sua cidade por alegarem falta de condições, em Feira, no Clériston, por estar o centro cirúrgico em reforma e super lotado , no Hospital Dom Pedro, por falta de cirurgião, em Salvador, disseram-lhe que não era apendicite por que o ultra-som estava normal.

Como não melhorou com os medicamentos prescritos em Salvador e as dores aumentaram bastante, além de vômitos, procurava uma solução a nível particular, depois de retornar ao Clériston e ser recusado pela segunda vez.

Todo esse rosário de sofrimento foi relatado pelo próprio paciente e a sua prima que após o relato, choraram desolados por não terem condições de arcar com a hospitalização a nível particular.

Não tive dúvidas, fomos ao Ministério Público Estadual. Prontamente atendidos pela Promotora, que me perguntou quais hospitais em Feira, poderiam operá-lo pelo SUS, informada que seriam o Hospital Dom Pedro de Alcântara, este inclusive de tão bem equipado poderia operar até coração, quanto mais uma apendicite, a Casa de Saúde Santana e o Clériston Andrade.

Soube depois que o paciente fora operado no mesmo dia, no Clériston, e que estava de alta após oito dias da operação de apendicite com grave peritonite.

Aprendi a lição, todo paciente que me procurar e necessitar de tratamento cirúrgico e for recusado por hospitais do SUS, será orientado a procurar, sem pedir favor nenhum, ao Ministério Público Estadual.
O MPE me ajudou muito quando diretor do HCA e, através dele consegui implantar 60 novos leitos, que foram construídos numa unidade desativada do HCLR, em apenas 60 dias. É bom lembrar que o MPE funciona todos os dias em regime de plantão para casos de urgência.

Eduardo Leite
gastroajuda@hotmail.com
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Sexta-feira, Julho 10, 2009

CÂNCER, COMO ENFRENTÁ-LO.


´´Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro acorda.´´
Carl Gustav Jung.

Ver durante uma endoscopia, um evidente tumor maligno, num paciente com mais de 70 anos é tão desagradável como constatar um tumor maligno de ovário numa jovem de apenas 15 anos.

Apesar dos esforços de centros especializados no tratamento do câncer e dos grandes avanços na cirurgia e na terapia intensiva, continua o câncer, a ser fatal em muitos casos, em especial nos tumores do aparelho digestivo.

A angústia, o sofrimento, o modo de vida estressante e uma vida sem sentido bem definido, são fatores que contribuem para o desenvolvimento das mais diversas doenças ,em especial, o câncer.

Vivemos, apesar das conquistas na ciência, numa sociedade cada vez mais dependente de médicos, remédios e cirurgias. Valorizamos por demais o corpo ( imagem) e não valorizamos como deveriamos, a nossa alma ( essência) . Daí, a importância do psicólogo junto ao paciente com câncer.
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O homem é o único ser vivo que tem potencialidades de autocura, vários estudos da Neurociência têm a cada dia comprovado essa evidência.

Somos, 75 trilhões de células, todas elas interligadas entre si e dependentes das nossas emoções, sentimentos e das nossas potencialidades.

O câncer passa a ser uma doença incurável quando nos entregamos à derrota ou passamos o seu combate apenas aos médicos e aos diversos tratamentos oncológicos.

Portanto, para termos um sucesso no combate ao câncer é importante que o paciente esteja psicologicamente orientado e consciente das suas próprias potencialidades de cura.

Eduardo Leite
gastroajuda@hotmail.com
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Sexta-feira, Julho 03, 2009

MICHAEL JACKSON - ACEITAR-SE , ESSA É A SAÍDA.


`` Conheça-se a ti mesmo´´
Sócrates.

`` A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas. ´´

Sigmund Freud.
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Bilhões de anos se passaram para que o homem dominasse o fogo, polisse a pedra e usasse o sal para evoluir.

Os sábios tornaram-se filósofos e, estes, mestres dos mestres, os feiticeiros transformaram-se em curandeiros e, estes, em médicos.

A evolução junto ao crescimento tecnológico era inevitável. Evoluímos e muito (?). Fomos à lua e desvendamos muitos mistérios do universo, da terra e das águas.

Valorizamos por demais o consumo, e não estamos sabendo utilizar dos benefícios que os avanços tecnológicos podem propiciar para toda a humanidade.

Tornamo-nos seres egoístas, ao perder a noção da importância do SER, ao lutar desenfreadamente pela importância do TER.

Os padrões de beleza, a importância do status social, a valorização da aparência, nos levaram à angústia, à solidão, à fragilidade e ao desconhecimento sobre nós mesmos.

Em busca da satisfação para os outros, esquecemos da nossa essência e quando não conseguimos os objetivos, nos enchemos de sedativos, antidepressivos e outras drogas como a bebida alcoólica, a maconha, a cocaína, o LSD, o êxtase e o crack.

Esconder a própria sombra é não entender a si próprio, é perder o equilíbrio, é negar-se a si mesmo.

Não há outra explicação para a trágica trajetória vivida pelo gênio da música e da dança Pop, Michael Jackson.

Nascido negro, precocemente talentoso, torna-se um gênio perfeccionista mas, ao repudiar as suas origens étnicas transforma-se num astro que no palco é imbatível, com voz poderosa e passos vigorosos e harmônicos. Naqueles momentos, conseguia, dominar à sua sombra. Era o que queria ser.

Fora dos palcos, tentava esconder-se, inutilmente, da sua própria sombra, através de máscaras, com foz frágil, quase débil, e gestos em desarmonia.

Fragilizado cada vez mais, como se nunca fosse, morreu precocemente, vivendo a ilusão da negação do ter sido, na terra do nunca.

Eduardo Leite
gastroajuda@hotmail.com

Domingo, Junho 28, 2009

REFLUXO GASTROESOFÁGICO


Um dos diagnósticos mais comuns entre os gastroenterologistas, os clínicos, os otorrinolaringologistas e cardiologistas é o refluxo gastroesofágico.

O que vem a ser refluxo gastroesofágico? O refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo gástrico para o esôfago.
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A partir dessa concepção temos que diferenciar o refluxo fisiológico e o refluxo patológico (RGEP), tendo sempre em vista as graves conseqüências de uma esofagite acentuada que poderá levar ao temido câncer de esôfago e até à asma brônquica.
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O que então, insistimos, fique bem claro: o refluxo gastroesofágico é uma reação fisiológica normal em todo ser vivo que seja portador de estômago e esôfago.
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Os fatores ou causas que levam ao refluxo gastroesofágico patológico(RGEP) é que devem ser bem analisados e erradicados ou controlados.
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Como causas de RGEP podemos citar várias e dificilmente uma única causa como responsável pelo RGEP, como por exemplo: hérnia de hiato, obesidade,distúrbios emocionais desde síndrome do pânico, depressão, maus hábitos alimentares, tabagismo , etilismo, sedentarismo, estresse e distúrbios neurológicos.

É fundamental que os profissionais da saúde conscientizem os portadores do RGEP da importância que eles, os pacientes, têm para que a cura seja obtida e que os medicamentos e até a cirurgia (em muitos casos) não garantem a cura.
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Tendo em vista que a mudança de hábitos alimentares, atividade física, meditação e conscientização existencial são os melhores meios terapêuticos, não só no RGEP como para inúmeras outras doenças.
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Temos que ter a convicção da importância da eliminação da causa e não a supressão temporária dos efeitos, que é o que os medicamentos fazem nestes casos de DRGEP, aliviar por algum tempo os sintomas e os efeitos, mas não a causa.
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Vivemos na era máxima do capitalismo e da importância do giro da moeda sem valorizar o ser humano.
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A ciência que procura devolver a saúde ao homem deve voltar-se para aprimorar e conscientizar às pessoas sobre as suas potencialidades próprias de cura e não à crença nos medicamentos e cirurgias ditas miraculosas para a maioria das doenças.

Eduardo Leite
eduardoleite1949@gmail.com

Domingo, Junho 21, 2009

APRIMORAMENTO SEMPRE, RETROCESSO JAMAIS.


Em pleno século XXI, no Brasil emergente e salvaguarda para um planeta severamente desmatado, na casa onde a justiça deveria ser feita- STF-, a injustiça, disfarçada em togas ministeriais, cometeu um grave retrocesso, com apenas um voto contra, desconsiderou, de maneira inconcebível, a formação do jornalismo.

Todas as profissões ao longo da história tiveram o seu aprimoramento, normatização e atualizações através do estudo.

A medicina teve seu início com os curandeiros ou xamãs,com os sugadores de abscessos e com os barbeiros especializados em sangrias. De lá, então, aprimorou-se através do estudo, normatizou-se e através desses estudos vem salvando cada vez mais vidas humanas, contribuindo, portanto, com melhores resultados.

O jornalismo existe há tanto tempo quanto a medicina e, ambos, bem mais do que a advocacia, esta profissão, advocacia, também começou de maneira primária e por muitas décadas aceitou a figura do rábula, personagem sem diploma e que por ter conhecimento das leis poderia atuar nos tribunais de justiça.

Na Bahia, até os anos 70, o mais famoso rábula baiano, Cosme de Farias, brilhava ao lado de eminentes advogados diplomados , no Fórum Rui Barbosa, em Salvador.

Se vivemos num país democrático e cada vez mais transparente, agradecemos bem mais aos jornalistas do que à classe política e aos juristas togados por indicação, muitas vezes, por critérios bastante questionáveis, como são os critérios de nomeação dos Conselheiros dos Tribunais de Contas da União , dos Estados e dos Municípios .

Da mesma maneira que o aprimoramento universitário contribui para que tenhamos cada vez mais médicos, engenheiros, enfermeiros, advogados, psicólogos e demais profissionais competentes, contarmos com jornalista diplomados, sem sombra de dúvidas, a sociedade será mais beneficiada.

Não reconhecer o diploma em jornalismo é um retrocesso inaceitável e uma grande injustiça para com essa profissão, que tanta importância tem para a ordem social.

Esperamos que no futuro, com outras cabeças togadas mais sensatas e racionais no STF, essa injustiça seja reparada com a previdade que se faz necessária.

Eduardo Leite
eduardoleite1949@gmail.com

Quinta-feira, Junho 18, 2009

O MENTIROSO E A VERDADE .

Com as mãos no peito, teatralmente postado, o senador José Sarney, provavelmente, o mais mentiroso da triste história do senado, nesses últimos 40 anos, disse uma grande verdade: a crise não é dele, Sarney, a crise é do senado.

Verdade, pela primeira vez, este manjado mentiroso, articulista e lobistas dos interesses escusos de empreiteiras que super faturam obras públicas bilionárias, disse na tribuna do senado, no dia 16, uma grande verdade.

Realmente, a crise não é dele. A crise é do senado , onde, a grande maioria dos seus colegas,inclusive e principalmente, ele, é conivente com acordos espúrios e protegidos por leis protecionistas e artimanhas que permitem os mais desvairados trambiques e fisiologismos.

Senadores das mais variadas siglas partidárias, do PT ao PSDB, que envergonham com medidas e comportamentos inaceitáveis a qualquer cidadão, o Senado Nacional.

Atitudes e deslizes constitucionais de tão constantes, tornam-se perigosamente envoltos na proteção do fato comum e do cotidiano, protegidos pelo descaso da relatividade inconseqüente.

Como se não bastasse essa encenação, o presidente Lula, de, lá, no distante Cazaquistão, ao tentar defender o mentiroso senador, manda dizer que o senador Sarney não é um cidadão comum e, como tal, deveria ser respeitado pelo seu ´´honroso`` passado político de mais de 40 anos.

Realmente, senhor presidente, o velho coronel político do Maranhão , José Sarney, eleito pelo Amapá, sabe-se lá por quais meios, não é um cidadão comum.

Ele, o senador Sarney, é um ex-deputado, ex-governador, ex-senador, ex-presidente do Brasil e ex-presidente por duas vezes do senado, além de ser o atual presidente e, como tal, deveria estar ciente do conhecimento das leis e das normas do senado e dar o exemplo seguindo os preceitos da moral e da integridade que, jamais podem faltar na trajetória de um homem, seja ele comum ou um presidente do senado.

E, como Vossa Excelência, bem sabe, este senhor, não tem a mínima condição de ser reconhecido como um respeitável cidadão comum e, muito menos como um homem público de bem.

Essa Vossa, equivocada, declaração, Sr. Presidente, apoiando as ilicitudes desse senhor, envergonha a nação brasileira e contradiz o seu digno passado de luta e sonhos por um Brasil mais justo e ético.

Eduardo Leite
eduardoleite1949@gmail.com

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